Turismo pede atenção para o setor de eventos

Representantes que atuam no turismo pediram um “olhar especial” para o setor, que há um ano opera com restrições em decorrência da pandemia, e lembraram da contribuição do setor de eventos para a economia do Estado

0
14
Fechamento de estabelecimentos também foi abordado na reunião da Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa. Foto: Wellington Abner

Por Marcos Bonn

Em reunião com a Comissão de Turismo da Assembleia Legislativa, representantes que atuam no turismo pediram um “olhar especial” para o setor, que há um ano opera com restrições em decorrência da pandemia, e lembraram da contribuição do setor de eventos para a economia do Espírito Santo.

O secretário de Turismo de Viana, José Olavo Medici Macedo, pediu “um olhar muito próximo ao setor de eventos, que está sofrendo muito”, diferente de algumas outras áreas, como a hotelaria, que consegue manter algum tipo de atividade. “O setor de eventos realmente está parado”, revelou.

Responsável pela organização da Festa da Penha, Raimundo Nonato fez coro ao colega, reiterando o momento ímpar enfrentado pela área de eventos. Nonato cobrou uma discussão sobre o turismo no momento atual e pós-pandemia e alertou sobre a necessidade de um canal de diálogo para debater medidas para manter as empresas. “Vai existir alguma empresa de eventos ainda aberta?”, indagou. Segundo ele, a Festa da Penha reúne cerca de 2,5 milhões de pessoas nas ruas de Vitória e Vila Velha e a não realização desse evento gera um “grande impacto na nossa economia”.

“Nenhum setor sofre mais do que o setor de eventos”, concordou o presidente do colegiado, deputado Carlos Von. “De fato, a gente precisa ter um olhar especial e na falta dos eventos o que a gente vem acompanhando no Brasil inteiro, e não só no Espírito Santo, são as festas clandestinas. Tenho certeza de que, de fato, é isso aí que está propagando esse vírus”, pontuou.

Representando a Prefeitura de Vila Velha, Maria Amália Queiroz Belo reforçou a cobrança. “O turismo foi um dos setores mais impactados nessa pandemia, aviões parados, os bares e hotéis fechados”, relatou. A reunião também teve a participação da ex-deputada Luzia Toledo, atualmente diretora de Turismo da Companhia de Desenvolvimento de Turismo e Inovação de Vitória.

Fechamento de estabelecimentos

Sobre as dificuldades enfrentadas, o deputado Torino Marques reforçou o prejuízo que impactou a rede hoteleira, bares e restaurantes, sistemas de transporte e até profissionais como guias turísticos. “A cada momento presenciamos mais estabelecimentos fechados, mais empregos sendo perdidos”, destacou.

De acordo com ele, desde o início de 2020 os eventos de lazer e negócios têm sido cancelados com implicações negativas em toda a cadeia do turismo, comprometendo a geração de emprego e renda e com muitos profissionais ligados ao setor passando por sérias dificuldades financeiras. Torino disse que os empresários do ramo estão se adequando aos protocolos sanitários para receber os turistas, mas mesmo assim “estão sendo sangrados na alma”.

PUBLICIDADE