Porto de Tubarão recebe primeiro navio mineraleiro do mundo com velas rotativas

Com projeto liderado pela Vale, a instalação da tecnologia melhora eficiência e reduz emissão de carbono

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Foto: Anderson Bibico

O Porto de Tubarão, em Vitória, recebeu, na madrugada de quarta-feira 28, o primeiro navio mineraleiro de grande porte do mundo, equipado com sistema de velas rotativas (rotor sails). O navio Sea Zhoushan é um Guaibamax, da categoria VLOC (Very Large Ore Carrier), com capacidade de 325 mil toneladas.

Essa será a primeira operação do navio, que saiu de um estaleiro na China e voltará para o mesmo país carregado com minério de ferro. Ao longo do projeto, foram realizadas modelagens 3D dos portos de carregamento operados pela Vale para analisar a atracação do navio, projetado para atracar em qualquer porto. Não há nenhuma interferência das velas no carregamento, já que elas ficam reclinadas durante a atracação.

As velas rotativas são rotores cilíndricos, com quatro metros de diâmetro e 24 metros de altura – equivalente a um prédio de sete andares. Durante a operação, os rotores giram em diferentes velocidades, dependendo de condições ambientais e operacionais do navio, para criar uma diferença de pressão de forma a propelir o navio para a frente, a partir de um fenômeno conhecido como efeito Magnus.

São cinco velas instaladas ao longo da embarcação, que permitirão um ganho de eficiência de até 8% e uma consequente redução de até 3,4 mil toneladas de CO2 equivalente por navio por ano. Caso o piloto mostre-se eficiente, estima-se que pelo menos 40% da frota esteja apta a usar a tecnologia, o que impactaria em uma redução de quase 1,5% das emissões anuais do transporte marítimo de minério de ferro da Vale.

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