Ministra Damares participa de ato em Vitória

Ela chegou às 10h e foi recebida no Viaduto Araceli Crespo pelo prefeito Lorenzo Pazolini, a vice-governadora Jaqueline Morais e o deputado Erick Musso, presidente da Assembleia

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Ministra Damares com o prefeito Lorenzo Pazolini e o deputado Erick Musso, presidente da Assembleia

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, cumpriu agenda em Vitória relacionada ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, comemorado nesta terça-feira 18. Ela chegou às 10h e foi recebida no Viaduto Araceli Crespo pelo prefeito Lorenzo Pazolini, a vice-governadora Jaqueline Morais e o deputado Erick Musso, presidente da Assembleia, indo em seguida para a sede da prefeitura.

Segundo a ministra, o ato teve o objetivo de convocar a sociedade para assumir o compromisso de proteger as crianças e adolescentes. Crianças capixabas vítimas de violência como os irmãos Kauã e Joaquim, de Linhares, foram lembradas e alguns familiares estiveram presentes.

A violência contra crianças é uma realidade no Brasil, nós temos números que nos assustam, mas nós estamos vencendo isso no Brasil assim, com essa junção de forças, os poderes unidos, pessoas comprometidas e a sociedade vindo junto“, disse.

Na rede de saúde pública do Espírito Santo, uma criança vítima de abuso sexual é atendida pelos serviços médicos a cada seis horas. A data de 18 de maio faz menção ao sequestro da menina Araceli Cabrera Sánchez Crespo, em 1973, na capital do Espírito Santo. Araceli, que à época tinha oito anos, foi sequestrada, drogada, espancada, estuprada e morta. O viaduto onde o ato foi realizado é batizado em homenagem à criança e tem um grafite com o rosto da menina.

Esse viaduto para nós é muito significativo. O Brasil inteiro hoje está falando de Araceli, o Brasil inteiro. 18 de maio significa justiça por Araceli. Nós estamos aqui também dizendo, não só Araceli, mas todas as crianças que foram vitimadas, todas as crianças que foram assassinadas, violentadas. Chega, acabou“, explicou a ministra, que disse ainda que a história de Araceli parece com a dela. Damares foi abusada sexualmente na infância.

É simbólico. Olhar para o rostinho de Araceli 48 anos atrás. E a gente vê que quantas Aracelis estão sendo assassinadas e estupradas todos os dias no Brasil. Para mim é muito significativo estar aqui, o rostinho de Araceli marcou a minha vida. A história de Araceli é muito parecida com a minha, com um desfecho diferente, eu sobrevivi“, contou Damares.

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