Manguezal de Vitória é pauta em Meio Ambiente

Convidados apresentaram documentos e dados que apontam degradação do ecossistema na capital

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Foto: Divulgação/PMV

Por Aldo Aldesco / Ales

Minerais pesados, fertilizantes, lixo urbano, esgotos e aterramentos ilegais são algumas das agressões sofridas pelo manguezal de Vitória, afetando animais, crustáceos e plantas. A área de preservação ambiental da capital vem se deteriorando ao longo dos anos. Tal situação foi revelada em debate virtual da Comissão de Proteção ao Meio Ambiente e aos Animais da Assembleia Legislativa.

Durante a reunião, o ambientalista Wallace Mendes mostrou a situação do manguezal em toda sua extensão. Já a pesquisadora de meio ambiente da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar/SP), Iara da Costa Souza, apresentou dados técnicos e científicos sobre a água e os animais do manguezal.

A Comissão de Meio Ambiente, por proposta da deputada Iriny Lopes, encaminhará ao Ministério Público denúncia e pedido de providências para resolver o problema da deterioração do manguezal. O pedido será amparado por dados técnicos e científicos, além da documentação audiovisual apresentada por Wallace Mendes.

O presidente da Organização Juntos SOS ES Ambiental, Eraylton Moreschi, apresentou demanda encaminhada ao governo estadual, denunciando aterramento do manguezal no Bairro Maria Ortiz, em Vitória. Ele disse que reivindicou junto ao Executivo, com cópia para os deputados, a criação do Fórum Capixaba de Proteção ao Manguezal e outras medidas de proteção ambiental no Estado.

O ambientalista também comentou a existência do lixo invisível, que é representado pela água podre, vindo do aeroporto, e o esgoto a céu aberto trazido de Carapina, ambos desaguando no manguezal, próximo à Ilha das Margaridas. Citou também o canal que deságua no Canal dos Escravos, dentro do manguezal, que vem da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Cesan, na Serra, e da ETE de Jardim Camburi.

A pesquisadora Iara da Costa Souza apresentou estudo científico sobre a doença do caranguejo do manguezal de Vitória. Conforme disse, estudos e pesquisas científicas detectaram compostos hidrogenados (esgotos, fertilizantes), além de metais pesados (mercúrio etc.) trazidos pela atmosfera que afetam a vida dos animais (ostras, caranguejos, robalos) e plantas do manguezal. Tal fato, conforme Iara, comprova que o ecossistema não está apropriado para piscicultura.

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