Enredo da Jucutuquara “Griot” origina vídeo de resgate histórico sobre Carnaval

Para marcar o lançamento do trabalho, gravado no Museu Capixaba do Negro “Verônica da Pas” (Mucane), a agremiação realiza na próxima terça-feira 24, a partir de 19h30, uma live no Instagram @marina.zanchetta

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Cartaz do evento "Griot's do Carnaval Capixaba"

Por Pedro Vargas

Engana-se quem pensa que o enredo de uma escola de samba morre logo após o carnaval. Prova disso é o tema da Unidos de Jucutuquara, “Griot”, que foi para a avenida no Sambão do Povo em 2020 e retorna agora como ação cultural, em forma de vídeo, com “Griot’s do Carnaval Capixaba”.

Para marcar o lançamento do trabalho, gravado no Museu Capixaba do Negro “Verônica da Pas” (Mucane), a agremiação realiza na próxima terça-feira 24, a partir de 19h30, uma live. O evento será transmitido pelo Instagram @marina.zanchetta. Já o vídeo “Griot’s do Carnaval Capixaba” poderá ser conferido uma hora depois, às 20h30, no YouTube da Prefeitura de Vitória.

A pedagoga e porta-bandeira da escola de samba, Marina Zanchetta, explica que o objetivo do projeto é salvaguardar a arte, os saberes e os fazeres envolvidos no Carnaval Capixaba, por meio da entrevista com três grandes baluartes do samba capixaba: Luiz Fernando Barbosa, da Jucutuquara; Carlos Augusto Vieira (Lajota), da Pega no Samba; e Maria Anita Brasileiro Falcão, da Piedade.

A origem da expressão

A expressão Griot’s se refere aos indivíduos que na África antiga tinham o compromisso de preservar e transmitir tradição, cultura, histórias, fatos e conhecimentos através de sua música ou através da contação de histórias, passadas de geração para geração.

Convidados

A live que antecede o lançamento do vídeo contará com nomes de peso do samba. Entre os convidados estão Nilcemar Nogueira, doutora em Psicologia Social, mestra em Bens Culturais e fundadora do Museu do Samba, no Rio de Janeiro, neta do famoso Cartola. Outro convidado ilustre é Luiz Fernando Barbosa, ex-presidente da Escola de Samba Unidos de Jucutuquara, integrante da velha guarda, coordenador do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros e Indígenas do IFES e professor.

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