CPI pede pena máxima de prisão para a tutora que deixou cadela em sofrimento em Viana

As declarações da tutora não convenceram a presidente da CPI, deputada Janete de Sá

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A cadela Camila foi levada ao plenário e em nenhum momento estranhou as pessoas no recinto, contrariando a fala do depoente. Foto: Divulgação

A CPI dos Maus-Tratos Contra os Animais, presidida pela deputada Janete de Sá, realizou audiência para apurar dois casos de maus-tratos ocorridos em Viana e na Serra. Foram convocados a prestar depoimento o motorista de aplicativo Edimar Ribeiro da Silva, de 36 anos, tutor da cadela Camila Pitanga; e a auxiliar de cozinha Fabrícia Gomes da Rocha, de 44 anos, tutora da cadela Sofia.

Câmeras flagraram o motorista de aplicativo abandonando a cadela no bairro Pitanga. O animal ficou sem água e sem comida até ser resgatado no dia seguinte. Ao ser interrogado pela deputada Janete, o tutor confirmou que abandonou o animal e alegou que a cadela estava com ele há 15 dias e não teria se adaptado à família, inclusive rosnando para o filho, um menino de 6 anos.

A pedido da presidente da CPI, a gerente de bem-estar animal da Prefeitura da Serra, Milagros Campos, encaminhou o material da ocorrência para a delegacia de Meio Ambiente apurar o abandono da cadela, que configura crime de maus-tratos. O outro caso em pauta na CPI foi o abandono da cadela Sofia, no bairro Pitanga, em Viana. A CPI, motivada por denúncias, esteve na residência da auxiliar de cozinha e encontrou a cadela em situação de sofrimento, infestada de carrapatos e pulgas, com a mandíbula quebrada, desnutrida, desidratada e com infecção na boca.

A cadela foi retirada da situação de maus-tratos e levada para atendimento veterinário. Apesar de todo esforço da CPI e dos veterinários a cadela Sofia não resistiu e morreu quatro dias após o resgate. A tutora Fabrícia Gomes da Rocha foi levada para delegacia e autuada em flagrante. Ela foi solta na audiência de custódia.

Em depoimento à CPI, ela alegou que ama animais e que tinha a Sofia há 5 anos. Fabrícia disse que o animal ficou doente na pandemia e como ela estava desempregada teve que, ela mesma cuidar do animal, uma vez que não tinha dinheiro para levá-lo ao veterinário. As declarações da tutora não convenceram a presidente da CPI, deputada Janete de Sá, que afirmou que vai pedir celeridade e pena máxima para ela no Ministério Público Estadual.

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