Vitória lança reconhecimento facial para combater o crime

O "super computador" é capaz de analisar e processar mais de 1.000 imagens de câmeras de videomonitoramento de forma simultânea

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(Foto: André Sobral) Prefeito Lorenzo Pazolini fez o reconhecimento do sistema para combater crimes na Capital

Por Matheus Thebaldi

Para combater o crime com eficácia e continuar reduzindo os índices de violência, Vitória será a primeira capital do País a implementar uma solução HCI (Hyper‐Converged Infrastructure, que em português significa Infraestrutura Hiperconvergente). O “super computador” é capaz de analisar e processar mais de 1.000 imagens de câmeras de videomonitoramento de forma simultânea.

O uso da nova tecnologia permitirá que a Prefeitura de Vitória dê uma resposta no que diz respeito ao reconhecimento facial de criminosos, de pessoas com mandados de prisão em aberto, de suspeitas de práticas de crimes e de pessoas portando armas e objetos perigosos.

Essa é mais uma ação do Plano de Governo do prefeito Lorenzo Pazolini favorecendo nosso trabalho de combate ao crime, buscando cada vez mais reduzir os índices de violência. Com a identificação dos criminosos, teremos êxito para efetuar as prisões em flagrante. Essa é uma ferramenta que vai colaborar não só com a cidade de Vitória, mas toda a Região Metropolitana“, disse o secretário municipal de Segurança Urbana, Ícaro Ruginski.

A nova tecnologia também irá identificar veículos circulando de forma irregular, possibilitando a redução dos indicadores de acidentes e violência no trânsito com vítimas letais. O equipamento possui 900 processadores, 3,7 terabytes de memória RAM e 2,5 petabytes para armazenar imagens. O investimento da Prefeitura de Vitória é de, aproximadamente, R$ 15 milhões, contemplando câmeras, licenças de softwares e o HCI.

Ele também será utilizado para ampliar o tempo de armazenamento das imagens das 218 câmeras externas de videomonitoramento e das 315 câmeras internas de segurança, bem como suportar as 800 novas câmeras internas que estão sendo instaladas em escolas e unidades de saúde da cidade.

Momento importante para integrarmos todos que buscam o melhor para a cidade de Vitória. Estamos fazendo o maior investimento per capita da história do Espírito Santo. Com mais de 360 mil habitantes, Vitória investe mais do que o Estado. Queremos entregar segurança, tecnologia, cidadania, mas, principalmente, uma cidade melhor para se viver, em que haja um plano traçado. Quando olhamos para uma ferramenta como essa, é muito mais do que a identificação de um criminoso. Ela serve, por exemplo, para identificar um suspeito de agressor de uma mulher, após ofício protocolado por descumprimento de medida protetiva. O sinônimo dessa ferramenta é preservação da vida“, destacou o prefeito Lorenzo Pazolini.

Como funcionará

A primeira fase do projeto, com duração de 30 dias, terá inicialmente 10 pontos de reconhecimento facial, instalados em praças, escolas, unidades de saúde e demais equipamentos públicos do município. Ao final desta etapa de avaliação e ajustes, o monitoramento será ampliado para 50 pontos itinerantes. Na segunda fase do projeto, a partir de março, serão disponibilizados mais 100 pontos de monitoramento analítico para detecção de intrusão em prédios municipais, identificação de veículos na contramão, estacionamento irregular, descarte irregular de lixo, identificação de aglomerações, contagem de pessoas, identificação de objetos suspeitos, entre outros. O projeto utiliza a tecnologia de Inteligência Artificial que permite reconhecer se a pessoa tem algum tipo de restrição criminal somente ao passar por qualquer uma das câmeras. Assim que identificada como pessoa de risco, um alerta será enviado para a Central Integrada de Operações e Monitoramento (Ciom). O sistema utilizará, no período de testes, banco de dados com as imagens dos criminosos mais procurados no Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Minas Gerais, disponibilizadas na internet pelas secretarias de Segurança Pública.

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