Serra passa a ter a maior economia do Estado

Segundo o levantamento, a participação da Serra no PIB do Espírito Santo foi de 18,8%, enquanto a capital capixaba respondeu por 15,7%

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Foto: Divulgação

Pela primeira vez, o município de Serra passou a ser detentor da maior economia do Espírito Santo, ultrapassando Vitória, segundo as informações sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios capixabas, divulgadas pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados são referentes ao ano de 2019. Segundo o levantamento, a participação da Serra no PIB do Espírito Santo foi de 18,8%, enquanto Vitória respondeu por 15,7%.

Em 2019, a soma das riquezas produzidas no Estado totalizou R$ 137,3 bilhões, patamar ligeiramente superior aos R$ 137 bilhões gerados em 2018. O PIB da Serra, em 2019, foi de R$ 25,8 bilhões, enquanto Vitória chegou a R$ 21,6 bilhões no mesmo ano. A capital capixaba, inclusive, foi uma das cidades que tiveram, em 2019, a maior queda na participação do PIB nacional, com decréscimo de 0,1 ponto percentual. De acordo com a pesquisa, a perda de participação de Vitória esteve condicionada às indústrias extrativas, especificamente à pelotização.

Com isso, a Vitória caiu no ranking dos 100 maiores PIBs do Brasil, passando da 34ª para a 47ª posição. Observou-se ainda que o Espírito Santo foi uma das 12 unidades da Federação em que a capital representava menos de 30% do PIB estadual. Os outros municípios capixabas que estão no ranking dos 100 maiores PIBs brasileiros são: Serra, que subiu do 42º para o 39º lugar, e Vila Velha, que passou de 88º para 86º. A Serra, segundo o levantamento, foi beneficiada pela expansão no setor de serviços.

Os resultados do PIB dos Municípios de 2019 revelam ainda que os quatro municípios que apresentaram maior participação no PIB Estadual são da Grande Vitória, sendo, pela ordem, Serra, Vitória, Vila Velha e Cariacica. O estudo mostra ainda que eles respondem por pouco mais da metade da produção econômica do Estado (51,4%). Essa concentração da economia, contudo, vem se reduzindo quando comparados com os resultados de 2002, quando esses mesmos municípios concentravam 59,4% do PIB.

Entre 2018 e 2019, os municípios com maior variação de participação no PIB foram: Marataízes, com alta de 110,2%, influenciado pelo resultado da indústria extrativa mineral — extração de petróleo e gás natural; São Domingos do Norte, que cresceu 86%, principalmente devido à fabricação de produtos de minerais não-metálicos; e Pinheiros, com aumento de 19,9%, puxado, em grande parte, pela fabricação de produtos de madeira.

Por outro lado, Brejetuba e Irupi tiveram quedas de 21,1% e 20,7%, respectivamente. Segundo a pesquisa, os dois municípios sofreram, principalmente, com perdas nas culturas de café arábica. O levantamento mostrou ainda que, em 2019, o município de Presidente Kennedy registrou o maior PIB per capita do País: R$ 464.883,49, puxado pela extração de petróleo. No mesmo ano, o PIB per capita brasileiro foi de R$ 35.161,70.

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