RUA JOAQUIM LÍRIO

O NJ segue publicando as histórias dos ilustres personagens que dão nomes aos logradouros públicos da capital

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Foto: Divulgação

Rua mais famosa da Praia do Canto, em Vitória, a Joaquim Lírio é a ‘sede’ do Triângulo das Bermudas, lugar imperdível para quem quer curtir uma noite incrível, cheio de gente linda e bares excelentes localizados em apensa uma rua. Mas, que foi este personagem? O NJ foi buscar a resposta no excelente livro recentemente lançado, “Praia do Canto – a vida das ruas”, organizado pela moradora Mariza Neves Guimarães, com excelentes depoimentos e uma ótima história do bairro, em mais de 500 páginas.

O coronel Joaquim Corrêa de Lírio, nascido em Vitória no dia 15 de agosto de 1841, foi o patriarca disciplinador, com rígidos princípios de honradez, de uma família de 11 filhos, todos no seu tempo empenhados no processo de afirmação do Espírito Santo. Filiado ao PL – Partido Liberal, Joaquim Lírio, ainda muito jovem, impôs-se pela seriedade de sua postura, conquistando a confiança dos capixabas, que o elegeram deputado provincial em cinco legislaturas sucessivas, a partir de 1888.

Antes da Proclamação da República, Joaquim Lírio já ocupava cargos de representação popular de confiança do governo imperial. Instalado o novo regime (N. A. da reportagem: Um golpe militar contra o imperador D. Pedro II, que era brasileiro), foi convidado pelo então governador Afonso Cláudio (também nome de rua famosa na Praia do Canto) para dirigir a Intendência Municipal, cargo correspondente a prefeito, função que desempenhou sem remuneração financeira.

Nesta época, em junho de 1881, quando exercia o cargo de presidente da Câmara Municipal de Vitória, foi iniciado o corte do mangal de Campinho. Foi comandante da Guarda Nacional do Espírito Santo. Em 1890, o Governo do Estado dissolveu a Câmara Municipal da cidade e nomeou um Conselho de Intendência, presidido pelo coronel Joaquim Corrêa Lírio.

Com as eleições de 1900, e a eleição de Muniz Freire, tendo como vice Henrique Cerqueira Lima, foi empossado novamente no cargo de presidente do Governo Municipal. Antes destes fatos, o jornal Gazeta de Vitória iniciou a sua edição em 24 de janeiro de 1878, sob a direção de Pessanha Póvoa e redação de Joaquim Corrêa Lírio. O jornal deixou de circular em 1889, mas Joaquim Lírio, com jornalista, foi redator do jornal ‘O Federalista’, juntamente com Aristides Freire e Antônio Aguirre.

Sua presença marcante na vida política do Espírito Santo o levou a ser eleito vice-presidente da Província na gestão de Jerônimo Monteiro, entre maio de 1908 e maio de 1912. Joaquim Lírio desempenhou as funções de despachante-geral da Alfândega e se aposentou como oficial maior da secretaria da Assembleia Estadual. Foi condecorado com o ‘Hábito de Cristo’. Faleceu em Vitória no dia 8 de fevereiro de 1926, aos 85 anos.

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