Reeducandos participam de atividades presenciais de projetos de remição pela leitura

Os encontros eram de forma virtual durante os dois últimos anos, devido à pandemia

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Internos de unidades prisionais do Estado assistem a palestra. Os encontros são realizados por grupos de faculdades e voluntários em parceria com a VEP

Nesta semana, os projetos de Remição pela Leitura desenvolvidos pela Vara de Execuções Penais de Vila Velha (VEP), em parceria com faculdades e voluntários da sociedade, reiniciaram suas atividades presenciais nas Unidades Prisionais de Vila Velha e Cariacica. Os encontros eram de forma virtual durante os dois últimos anos, devido à pandemia.

Na Casa de Custódia de Vila Velha (CASCUVV), os internos participaram do “Hora de Sair e Voar”. O projeto, que foi idealizado pelo casal Paulo e Vânia Calmon, hoje conta com 13 profissionais voluntários. Os encontros são semanais, onde ocorrem os estudos da obra escolhida para o mês. “Todos recebem o mesmo título literário e um intertexto da apostila Palavras que Edificam. As obras são escolhidas segundo a visão humanística da literatura onde os personagens inesquecíveis propõem uma ação transformadora”, explica Vânia.

Já na Penitenciária Estadual de Vila Velha (PEVVI) os reeducandos debateram sobre três clássicos da literatura brasileira: Hora da Estrela, Dom Casmurro e Vidas Secas. O trabalho foi conduzido por um grupo da Universidade de Vila Velha (UVV) e contou, ainda, com a apresentação do professor Marco Aurélio, que interpretou a música “Azul da Cor do Mar”, de Tim Maia, promovendo mais reflexões sobre suas próprias vidas.

Para a juíza titular da VEP, Patrícia Faroni, essas atividades de leitura, além de ajudarem a remir pena, despertam novas formas de ver o mundo, desejo de mudança e representam um caminho para o desenvolvimento pessoal e social dos apenados. “A Remição por Leitura vem avançando e traz um benefício enorme. Para os reeducandos é um verdadeiro resgate da cultura, de sonhos, da autoconfiança. E os voluntários também acabam aprendendo com as histórias. É uma doação de amor, de oitiva cuidadosa”, destacou a juíza.

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