Quase metade dos bares e restaurantes no Simples tem parcelas em atraso

Levantamento da Abrasel aponta também dificuldade dos estabelecimentos para honrar empréstimos feitos via Pronampe, em função da alta da Selic

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Rodrigo Vervloet, presidente do SindBares. Foto: Divulgação

Uma pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) constatou que quase a metade dos bares e restaurantes no Simples tem parcelas em atraso. O levantamento aponta também dificuldade dos estabelecimentos para honrar empréstimos feitos via Pronampe, em função da alta da Selic: um em cada cinco têm pagamentos em aberto.

A pesquisa realizada no país mostra que a questão da derrubada do veto ao Refis (ou Relp) é cada vez mais urgente. Quase metade (45%) dos entrevistados que estão no Simples Nacional revelou ter parcelas em atraso. Mas apenas 27% destes estão na dívida ativa e poderiam se aproveitar das condições de parcelamento existentes hoje. Em função disso, 87% das empresas que devem o Simples disseram temer o desenquadramento se algo não for feito. O Congresso deve votar em breve a derrubada do veto ao programa de refinanciamento.

O Pronampe, programa de crédito com condições especiais para as pequenas empresas, de tábua de salvação está virando mais uma dor de cabeça para os empresários do setor. O uso da Selic como indexador fez os juros aumentarem (a taxa determinada pelo Banco Central passou de 2% em março de 2021 para 10,75%, agora). Dos 69% que tiveram de buscar crédito durante a pandemia, quase três em cada quatro (73%) tomaram empréstimo via Pronampe. Destes, 19% dizem já ter parcelas em atraso.

Rodrigo Vervloet, presidente da seccional capixaba da Abrasel e do SindBares, ressalta que, além dos programas de refinanciamento, é preciso avançar no movimento para o fim das restrições: “Medidas como o passaporte da vacina dificultam a vida dos empresários de bares e restaurantes, em especial os pequenos comércios que são a grande maioria dos empreendimentos. Nosso apelo às autoridades é que, observando a grande média de vacinação e ocupação de leitos da covid, que essas restrições sejam reduzidas”.

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