Plantar árvores reduz custos com o tratamento de água

A restauração de apenas 2,5 mil hectares de pastagens degradadas ao longo das duas principais bacias que abastecem a população da Região Metropolitana da Grande Vitória pode gerar uma economia de R$ 92,9 milhões nos custos de tratamento de água em 20 anos

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Foto Ilustrativa: Reprodução/Internet

Um novo relatório produzido pelo WRI Brasil em parceria com Fundação Grupo Boticário, TNC, Ibio, UICN, Femsa e Capital Natural mostra que a restauração de apenas 2,5 mil hectares de pastagens degradadas ao longo das duas principais bacias que abastecem a população da Região Metropolitana da Grande Vitória pode gerar uma economia de R$ 92,9 milhões nos custos de tratamento de água em 20 anos.

Para tanto, seriam necessários investimentos de R$ 34,1 milhões, deixando um saldo positivo de R$ 58,8 milhões. O projeto apresentaria um valor presente líquido (VPL) de R$ 11,1 milhões, taxa interna de retorno (TIR) de 13,9% e tempo de retorno de 11,6 anos – valores compatíveis com investimentos em infraestrutura convencional.

Estes resultados estão em linha com os que foram obtidos em estudos semelhantes feitos no Sistema Cantareira, em São Paulo, e no Guandu, no Rio de Janeiro. A captação de água na Grande Vitória é feita diretamente nos rios, que recebem grandes quantidades de sedimentos carreados pelas chuvas. Isso exige que a Cesan tenha gastos consideráveis com produtos químicos utilizados no tratamento da água e, em casos extremos, suspenda temporariamente as operações.

A Barragem dos Imigrantes, que está sendo construída pela Cesan no rio Jucu para melhoria da segurança hídrica na região, ajudará a reter esses sedimentos. Mas, ela não altera a dinâmica de erosão do solo e consequente carreio de sedimentos que, com o tempo, reduzem a própria capacidade de armazenamento do reservatório e elevam custos de manutenção e manejo de assoreamento em R$ 5 milhões ao longo dos 20 anos.

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