Mocidade Serrana destacou a favela, suas alegrias e desafios de seus moradores

Os componentes da escola roxa e amarela apresentaram a favela como um lugar de festas em bonitas fantasias

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Por Fabrício Faustini
A Mocidade Serrana, tradicional escola do bairro José de Anchieta, na Serra, trouxe como enredo “Favela Berço do Samba e da Imperatriz“. Mostrou pessoas que venceram preconceitos em viver nas favelas superando desafios típicos enfrentados por quem mora ali e a beleza dos povos quando se confraternizam.

Os componentes da escola roxa e amarela apresentaram a favela como um lugar de festas em bonitas fantasias. Um mundo colorido e alegre com comemorações de santos tradicionais. Eventos diversos que ali têm destaque. São batizados, casamentos, aniversários com a participação das mais diversas pessoas também de fora dali que unidas celebram a vida nas favelas.

Ao atravessarem a avenida não faltaram personagens de importantes projetos sociais. Jogadores de futebol, dançarinos, capoeiristas, dançarinos de hip hop, funk e jovens, orgulhosos por passar na avenida enaltecendo e representando suas comunidades. Seu carro alegórico também teve destaque e apresentou as possibilidades e desafios em morar num lugar que ainda sofre preconceitos, mas pode também encantar.

Moacyr Poeta
O Morro do Penedo e bairros que possuem favela foram lembrados. Uma das mensagens em destaque pela foi que favelado não é bandido e o morro é uma fábrica de formação de talentos. Dona Lili, amante do samba, e o já falecido e amado Moacyr Poeta, destacado compositor de importantes sambas foram homenageados e emocionaram o público presente no Sambão.

As cerimônias das águas na rua das Mulheres de cultos afro-brasileiros, poço dos escravos tiveram destaque nas alegorias e fantasias que surpreenderam pela ousadia. As fantasias coloridas e as danças das componentes surpreenderam o público.

A comissão de frente teve as tradicionais “carregadeiras” de águas nas ruas, as “Latas d’água na Cabeça” e as representações de homens como guardiões de ruas, dos becos e de vielas sempre parte das paisagens das favelas. Mulheres como moradoras de morro que aprenderam com a famosa e respeitada Dona Lili a buscar água na Gruta da Onça, uma referência de lugar num tradicional bairro da capital.

Lar
Foi destaque também a ala dos Imigrantes nordestinos que foi representada com povos de todas as nações que vieram para as cidades após o período de escravidão em épocas de guerras e muito sofrimento. Gente que não tinha como pagar suas moradias e em cima do morro acharam um lar, um abrigo abençoado.

Tiveram destaque também as alas dos festejos juninos, da brincadeira de crianças e da Faculdade de Música. O enredo cheio de emoção fez o público brilhar. “Canta Mocidade solta a voz do coração. É hoje a nossa consagração. Desbravando um preconceito sem igual. Cruzando fronteiras. Desde os tempos de menina vovó Lili. Para sacudir geral. Moacyr o poeta do meu Carnaval.

Personagens que deverão sempre ser lembrados, não só na bonita letra e representação da escola da Serra, mas na memória dos moradores de favelas existentes em todo Espírito Santo. Apesar das dificuldades, com empenho e suor, a escola sonha crescer e mostrou que pode avançar ainda mais.

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