Exercícios ajudam a prevenir sequelas da covid

Segundo o cardiologista Renato Serpa, atividade física regular reduz em até seis vezes a chance de uma pessoa ter uma forma grave e morrer de covid

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Foto Ilustrativa: Divulgação

Por Larissa Camargo

A batalha contra a pandemia do novo coronavírus não dá trégua. Mais de 462 mil vidas já foram perdidas no Brasil. Muitos dos pacientes que se recuperaram da covid-19 têm ainda que lidar com danos físicos e psicológicos, consequência do vírus. Os efeitos da doença e medidas para evitar casos graves foram pauta da reunião virtual da Comissão de Saúde, na Assembleia Legislativa, quando o Colegiado recebeu o cardiologista Renato Giestas Serpa.

O médico atua no Hospital Santa Rita e atende, com frequência, pacientes que precisam de tratamento de recuperação pós-covid, mesmo após receberem alta. Estudos científicos, publicados na revista científica médica Jama, mostraram que 80% dos pacientes hospitalizados por casos graves da covid-19 apresentaram sequelas. As consequências mais comuns são fadiga, fraqueza muscular, alterações pulmonares, dores de cabeça, perda de olfato e paladar, depressão e ansiedade.

O tratamento do pós-covid envolve muitas vezes uma equipe multidisciplinar de médicos, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo e enfermeiros, dentre outros profissionais. O cardiologista ressaltou que o processo de reabilitação envolve, além das intervenções médicas, a manutenção de uma rotina de vida saudável com a prática de atividades físicas e alimentação equilibrada.

O médico reforçou que a prática de exercícios físicos pode diminuir o risco de casos graves de covid-19 e as sequelas da doença. “É uma medida de saúde pública promover o exercício físico. A prática não diminui a chance de a pessoa ter a doença, mas reduz em até seis vezes a chance dela ter uma forma grave e morrer de covid”, alertou o médico.

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