Estudante de 102 anos da EJA fará curso de qualificação profissional

Pedro nasceu às 4 horas da madrugada, no dia 18 de outubro de 1918

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Pedro Francisco de Souza, de 102 anos, e o filho André Conceição de Souza, de 46 anos, com quem divide os ensinamentos na turma da EJA, foram ao Centro de Ensino Tecnológico do Senai Tecnologia (IST), em Vitória, para conhecer os cursos e as instalações do local, acompanhados do prefeito Lorenzo Pazolini, da presidente da Findes Cris Samorini e da secretária de Educação Juliana Rohsner

Pedro Francisco de Souza, de 102 anos, aluno da modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Suzete Cuendet, em Maruípe, decidiu voltar a estudar para desenvolver melhor a fala, a leitura e a escrita, e agora tem a oportunidade de conhecer novos recursos de aprendizagem no Senai.

Na sexta-feira 25, ele e o filho André Conceição de Souza, de 46 anos, com quem divide os ensinamentos na turma da EJA, foram ao Centro de Ensino Tecnológico do Senai Tecnologia (IST), em Vitória, para conhecer os cursos e as instalações do local, acompanhados do prefeito Lorenzo Pazolini, da presidente da Findes Cris Samorini e da secretária de Educação Juliana Rohsner.

Foram ofertados dois cursos ao aposentado e seu filho: qualificação profissional em almoxarife e qualificação profissional em montador e reparador de computadores. Pedro optou pelo segundo e André o acompanhou. Eles começam a estudar no início de julho. “O mundo está moderno, e eu quero fazer parte dele. Decidi escolher aquilo que eu acho que vou ter mais para aprender: o curso de computador. As coisas mudaram muito ao longo dos anos. Ainda tenho que aprender mais e vou conseguir graças a esta oportunidade”, explicou Pedro.

História
Pedro nasceu às 4 horas da madrugada, no dia 18 de outubro de 1918, uma sexta-feira, em Santana do Catu, região da Grande Salvador, na Bahia. Hoje, o município se chama apenas Catu. É pai de 14 filhos, os quais criou com a profissão de oleiro, aprendida com o pai e que exerceu por mais de 40 anos. Sobre o fato de voltar a estudar, ele diz: “O meu estudo é pouco. Sem ler não podemos falar, não podemos fazer um nada, é por isso que continuo estudando. A gente fica uma pessoa civilizada, não tem medo de conversar com o povo, traz conhecimento. Enquanto há vida, há esperança. Eu quero estudar enquanto eu tiver saúde”.

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