Associações militares querem definir um nome para o governo em 2022

As associações alegam a força dos militares e o respeito adquirido junto à sociedade para indicar um nome no pleito do ano que vem

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O Palácio Anchieta, sede do Governo do Estado. Foto: Fred Loureiro

Descontentes com os rumos da política capixaba e com os nomes que pretendem se lançar ao pleito de 2022, entidades representativas de classe dos militares do Estado dialogam e trabalham para oferecer à sociedade um nome de peso para as eleições de 2022, sob o argumento de que a visão de segurança pública desses atores não corresponde aos anseios da comunidade.

As associações dos Bombeiros Militares do Espírito Santo (ABMES); dos Oficiais Militares do ES (ASSOMES); dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e do Bombeiro Militar do ES (ACS-ES); dos Subtenentes e Sargentos da PM e BM do ES (ASSES) e dos Militares da Reserva, Reformados, da Ativa da PM e do CB e Pensionistas de Militares do ES (ASPOMIRES), pretendem conduzir uma terceira via em direção ao tão sonhado objetivo de alcançar a “cadeira maior” do Palácio Anchieta.

O Palácio Anchietasede do Governo do EstadoO Palácio Anchietasede do Governo do Estado. Para atingir esse objetivo, traçam estratégias para alavancar o Projeto Político Militar (PPM), um braço das associações que trabalha no intuito de se organizar exclusivamente com lançamento e apoio de militares que se colocam à disposição para enfrentar pleitos eleitorais.

Nomes já testados nas urnas foram sondados e se colocaram à disposição do projeto. Alguns, inclusive, ocupam cargos eletivos ou estão inseridos na administração pública, de modo a contribuir para a segurança pública capixaba. A participação dos militares no cenário da política capixaba já é existente há longas datas e, com trajetórias como a de Dejair Camata, mais conhecido como Cabo Camata, que foi prefeito de Cariacica, além de deputados estaduais e federais, prefeitos e vereadores.

“Estamos em campo para buscar um nome. Os militares estaduais querem algo a mais: uma maior participação no Governo do Estado. Não nos sentimos totalmente representados. Por isso, queremos ser uma terceira via. O PPM quer colocar à disposição um nome para disputar a cadeira majoritária no Espírito Santo. Um representante autêntico da segurança pública estadual, não apenas para valorizar nossa categoria, mas para levar segurança e dignidade aos capixabas”, argumentam as entidades.

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