Associação busca o fortalecimento comercial de Jardim da Penha

Aumento dos aluguéis causa fechamento de lojas em Jardim da Penha

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Foto: Divulgação

O bairro Jardim da Penha, em Vitória, sempre foi referência no comércio da capital, atraindo lojistas de todo o Estado. Atualmente, devido à crise no cenário mundial e nacional, constata-se queda de faturamento comercial, agravada pelo aumento das pessoas em situação de rua, que resulta em desordem e gera medo. Toda essa crise é acentuada ainda mais com a pandemia.

Em paralelo a esses desafios, a diretoria da Associação Comercial e Empresarial (Acejap) cita nessa reportagem exclusiva do NOSSO JORNAL, que os aluguéis comerciais com valores altos resultam em fechamento de lojas ou migração de lojistas para outros bairros com aluguéis mais compatíveis aos faturamentos.

A entidade acredita que para o comércio de Jardim da Penha voltar a ser um dos mais atrativos de Vitória, é fundamental a união dos lojistas, empresários e proprietários imobiliários nesse novo momento, para adequar aluguéis compatíveis ao faturamento dos comerciantes.

É também importante a parceria da gestão pública municipal e estadual e moradores, para o refortalecimento do comércio local, resultando dessa forma em mais segurança e qualidade de vida para todo o bairro. Está sendo preparado um questionário qualitativo e quantitativo para diagnóstico mais preciso dos fatos e desafios.

A entidade cita que empresas em Jardim da Penha já não encontram o mesmo ambiente acolhedor e com perspectivas de crescimento, se comparado há 10 anos. Os lojistas dizem que percebem, como agravante, o crescimento da população de rua, a inflexibilidade na negociação dos valores dos aluguéis comerciais, a demora de implantar o estacionamento rotativo, diversidade de horários de funcionamento e a baixa adesão a projetos de marketing. Para melhorar o ambiente atual, propõem ocupar os imóveis vagos e buscar uma solução para a população de rua.

ALGUMAS SUGESTÕES DADAS À ACEJAP
Redigir artigos e fazê-los circular nas mídias.
Estacionamento rotativo para acabar pelo menos com os flanelinhas.
Uma campanha intitulada “Não dê esmola, dê dignidade”, com apoio da igreja, principalmente orientando os idosos, que são quem mais contribuem com doações para os moradores de rua.

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