Areia monazítica não traz risco à saúde

Estudo comprova, inclusive, benefícios para as pessoas e foi apresentado aos deputados da Comissão de Saúde na Assembleia

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Foto: Divulgação

Marcos Bonn

Pesquisa apresentada à Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa comprovou que as areias monazíticas das praias de Guarapari não apresentam risco para a saúde e têm propriedades com efeitos positivos no abrandamento de doenças inflamatórias das articulações, como a artrite.

Para a realização do estudo foram usadas ratas e um sistema que simulou a areia da Praia de Meaípe. “A exposição à radiação proveniente das areias monazíticas não gera alterações significativas na morfologia ou nesses órgãos das ratas. Ou seja, não causa danos”, atestou o pesquisador Marcos Tadeu Orlando. Segundo o professor da Ufes, essa conclusão “bota uma pedra sobre as alegações de alguns pesquisadores internacionais de que essa radiação causaria algum dano”.

Além disso, comprova o que sempre foi dito sobre os efeitos da areia sobre o organismo humano. “Uma das grandes constatações que se tem sobre a areia é que ela causa melhorias em pessoas que têm artrite e todos esses tipos de inflamações em juntas”, afirmou. “Há uma alteração sim. Mas é para o bem ou para o mal? Só o fato de alterar já modifica a resposta do sistema biológico. Então, ela realmente atua no sistema inflamatório”, reforçou ele.

O trabalho, publicado em outubro de 2020, consiste na tese de doutorado de João Victor da Silva Coutinho e faz parte de uma pesquisa maior sobre as areias monazíticas que envolve o esforço de professores da Ufes e da Universidade de São Paulo (USP). O trabalho também traçou os níveis de radiação da Praia de Meaípe – escolhida para o estudo porque recebeu menos intervenção humana se comparada à Praia da Areia Preta. Durante três anos foram coletadas amostras a cada 15 dias.

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