Arcelor apresenta ações na área ambiental

Segundo o representante da Arcelor, Bernardo Enne, 80% das metas estabelecidas no TAC para 2021 já estão adiantadas, e que até 2023 todas as metas propostas cumpridas

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Imagem aérea do pátio de produção da siderúrgica ArcelorMittal

Por Silvia Magna, com edição de Nicolle Expósito

A Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa recebeu na quarta-feira 12 representantes da ArcelorMittal. O objetivo foi avaliar o cumprimento das ações definidas no Termo de Compromisso Ambiental (TCA) 36/2018, cujo objetivo é mitigar a emissão de partículas poluidoras e melhorar a qualidade do ar na Grande Vitória. Segundo o representante da Arcelor, Bernardo Enne, 80% das metas estabelecidas no TAC para 2021 já estão adiantadas, e que até 2023 todas as metas propostas cumpridas.

Conforme o TAC, a empresa especializada em aços planos tem até setembro de 2023 para concluir todas as metas estabelecidas. Bernardo Enne que entre as metas está a implementação de um filtro para diminuição de poeira na área da empresa e a instalação de trombas telescópicas, que são equipamentos utilizados na melhoria das descargas de silos, onde o pó captado passa por um tratamento e o material tratado é, em grande parte, reutilizado internamente.

Outra medida anunciada por Enne é o Plano Estratégico de Pavimentação, que aumenta a área pavimentada da empresa para evitar a suspensão de material particulado. Ele explicou que a área pavimentada corresponde, atualmente, a 11 campos de futebol. “O prazo para a conclusão das metas desta primeira fase é setembro de 2021 e 76% delas já estão concluídas, um investimento de R$ 40 milhões. São 26 áreas monitoradas, 60 estações, 180 monitores de material particulado, 25 sensores de direção e velocidade dos ventos e 5 estações meteorológicas”, informou Enne.

Emissão visível

O presidente da Organização Não Governamental (ONG) Juntos SOS ES Ambiental, Eraylton Moreschi, questionou a grande quantidade de descarga de material em uma área específica na área da empresa, chamada “coqueria”. Moreschi indagou se há data para o fim desse tipo de emissão que, segundo ele, é constantemente denunciada ao Iema. Segundo Bernardo, entre as ações realizadas e que estão sendo instaladas está uma nova bateria, ainda em fase de implementação. Além disso, explicou que a mineradora está finalizando a instalação de dois sistemas de desempoeiramento na região apontada.

Dessalinização e reuso de água

Sobre a dessalinização, o representante da Siderúrgica explicou que a capacidade de produção de água é de 500 metros cúbicos por hora e que o recurso será utilizado apenas para uso industrial. O técnico também explicou sobre a situação das Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) que estão sendo remanejadas da região de Camburi. “Sobre reuso, é algo extremamente importante para a recuperação hídrica. Hoje, o índice de reuso da empresa é de 98%. Sobre a possibilidade de aproveitamento de ETEs e efluentes, a Cesan tem um projeto de manifestação de interesse publicado, onde está sendo avaliada a viabilidade técnica e ambiental para direcionar a ETE de Camburi. A empresa está dialogando com a Cesan sobre isso”, afirmou.

Lagoa de Carapebus

O descarte de esgoto na lagoa de Carapebus, na Serra, foi abordado pelo presidente do colegiado, deputado Dr. Rafael Favatto. O parlamentar pediu a ajuda da empresa para despoluir e revitalizar o local. O assunto foi bem recebido pelos participantes e voltará a ser debatido nas próximas reuniões.

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