Anísio Fernandes Coelho, filantropo e empreendedor, dá nome a duas ruas

A partir desta edição, o NJ passa a publicar as histórias dos ilustres personagens que dão nomes aos logradouros públicos da capital

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Divulgação

Duas ruas de Vitória – uma delas a famosa rua da Lama, em Jardim da Penha, e a outra em Jardim Camburi – foram batizadas com o nome de Anísio Fernandes Coelho, que nasceu em janeiro de 1889 e faleceu aos 77 anos, em maio de 1966. Mas, o que poucos sabem é quem foi este ilustre personagem e muitos outros que dão nomes aos logradouros públicos da capital. A partir desta edição, o NJ passa a publicar as histórias desses nomes.

Abrindo a série, José Eugênio Vieira explica quem foi Anísio Fernandes Coelho. Nascido em Cariacica, seu nome se integraria a alguns dos mais importantes movimentos sociais implantados no Estado. Ele cresceu e se formou como cidadão, com o desprendimento e o espírito de civismo que eram características das famílias do seu tempo. Acreditou que poderia conciliar sua vida como empreendedor e como filantropo. Cedo, constituiu família, casando com Maria Esther Lindenberg Fernandes Coelho, com quem teve nove filhos. Líder nato, sócio da firma Manoel Evaristo Pessoa, foi membro e posteriormente presidente da Associação Comercial de Vitória (ACV). Presidiu a Companhia de Expansão Rural Espírito-santense (CERES) e exerceu a presidência do Banco de Crédito Agrícola do Espírito Santo (Ruralbank), hoje Banestes. Apostando no futuro, participou de uma nova iniciativa no setor das comunicações, tornando-se presidente da Companhia Telefônica, que dava, entre nós, os seus primeiros passos.

Anísio Fernandes Coelho emprestou ainda importante parcela de sua experiência como homem público, participando do Conselho Consultivo do Estado, no governo João Punaro Bley, órgão que contava com a presença de Manoel Clodoaldo Linhares, Mário Couto Aguirre e Antônio Athayde. Kardecista, Anísio Fernandes Coelho dedicou-se a causas sociais, desdobrando-se como presidente da Legião Brasileira de Assistência (LBA) e da Liga Espírito-santense contra a Tuberculose, e como provedor da Santa Casa de Misericórdia de Vitória, do Educandário “Alzira Bley”, do Asilo da Velhice Desamparada e do Orfanato Santa Luzia.

Sua postura de alta correção humana e desprendimento, reconhecida pela sociedade, o levou a participar da Comissão constituída para a construção da Catedral Metropolitana de Vitória. Seu impressionante aproveitamento do tempo lhe deu condições de ser escolhido para dirigir a Federação Esportiva do Espírito Santo (FEES) e a presidência do Clube Álvares Cabral.

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