Álvares Cabral – 119 anos de história e tradição em Vitória

O Álvares tem uma história de conquistas esportivas e de atividades sociais

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Foto: Divulgação

Maior Clube Sócio Esportivo do Espírito Santo fará 119 anos no próximo dia 06 de julho. Vitória, no início do século XX era uma cidade pequena, provinciana, habitada, sobretudo na região central, por grande colônia de imigrantes portugueses, em sua maioria formada por comerciantes que habitavam os próprios estabelecimentos. Três deles, Evaristo Pessoa e Cia., Viana Leal e Cia. e Cruz Sobrinhos e Cia., o último o maior de todos, tiveram importância na fundação do Clube de Natação e Regatas Álvares Cabral, em 06 de julho de 1902.

Os fundadores Raul da Costa Moreira, Américo Dias Leite, José Lopes da Silva, Augusto Nogueira Souto, Luiz de Abreu, Alcino Reis de Amorim e Benjamin José da Costa (todos portugueses e com vínculo nas três casas comerciais) alugaram uma garagem na extinta rua D’Alfândega e construíram uma baleeira, que recebeu o nome de “Pátria”, homenagem à pátria lusitana e também à brasileira, esta última então já de seus filhos.

O início do Álvares, isso até a década de 30, foi de muito sacrifício. Tudo era amador e os jogos de polo aquático, modalidade hoje não mais praticada no Estado, eram disputados no mar, numa área demarcada próxima ao Saldanha da Gama, adversário secular do Álvares e fundado 23 dias depois deste, também por imigrantes portugueses e, no caso, igualmente por brasileiros.

O presidente cabralista Armando Oliveira Santos comprou para o clube seu primeiro prédio, próximo à Praça Costa Pereira, no centro da cidade, e depois recebeu o dinheiro de volta em parcelas. Com isso, estava resolvido o problema da sede própria. Era uma edificação de dois andares, com o salão de festas no segundo piso e uma empresa comerciante de tecidos paulista no térreo. O aluguel era importante para o Álvares. A sede náutica ficava na Vila Rubim, onde hoje está instalado uma rede de lojas comerciais e um posto de gasolina, em frente à avenida que dá acesso à Rodoviária, Tancredão e ao bairro de Santo Antônio.

Na década de 50 o presidente Manoel Francisco Gonçalves mandou que fosse feito o projeto de um prédio de dez andares no local onde estava a sede antiga. O edifício foi construído e durante muitos anos a vida social do Álvares Cabral ocorreu lá. Em 1958, na gestão do governador do Estado, Francisco Lacerda de Aguiar, o clube recebeu escritura pública condicional de cessão de direito de ocupação da área do terreno em Bento Ferreira, após pagamento do valor de R$ 785.845,50, onde caberia ao Álvares Cabral construir no local a sua infraestrutura para a prática de esportes. Hoje, nesta área está localizada a sede social e todo o seu parque poliesportivo. Os andares do edifício do centro há muito tempo foram quase todos vendidos e o Álvares hoje ocupa sua área nobre, com mais de 100 mil m², em local privilegiado na capital.

Os ex-presidentes foram impulsionadores do clube. Nas suas gestões foram construídos o Ginásio Poliesportivo, o maior do Estado e que sediou, além de competições esportivas, os maiores shows realizados em Vitória, piscinas olímpicas, a sede social aparelhada com sistema de ar-condicionado, a garagem/estaleiro de remo, a portaria social, estacionamento pavimentado e urbanizado para aproximadamente 400 veículos, os bares tradicionais, os dois campos de futebol soçaite, seis quadras de tênis em saibro, sedia o único evento pesque e solte em águas salgadas do Estado, com os esportes terrestres e náuticos ativos, e a tradicional área da bocha, entre outros projetos, como o de natação paralímpica, que proporciona a inclusão social e formação de atletas de alta performance. O atual presidente é Renato Ferron.

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