A história da rua do Fogo

A via, no centro de Vitória, teve esse nome no passado por ter sido palco de uma sangrenta batalha em 1640

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Na foto menor à direita e no alto da montagem, tendo nela funcionado o Liceu Philomático, inaugurado em 28 de dezembro de 1910, sob a direção da professora Ernestina Pessoa (Dona Nenen). Nas fotos do meio, a da direita, já alargada para 15 metros nos anos 30, e a de baixo, com o viaduto já pronto, em 1940

Por José Augusto Anjos Araujo

A rua do Fogo, no centro de Vitória, teve esse nome no passado por ter sido palco de uma sangrenta batalha em 1640, onde 30 fuzileiros, habitantes e duas colunas de índios flecheiros repeliram novamente os holandeses em 3 horas e meia de luta renhida (15 anos depois da expulsão capitaneada pela heroína Maria Ortiz), também em acesso para a cidade alta da Vila. Desta vez vieram com uma esquadra de 12 navios (a vela), que desembarcaram na ilha sob o comando do almirante Koin e do conselheiro Newland, com uma tropa de 700 homens, depois de fundear na barra no dia anterior. Ficaram na tentativa e com ainda mais baixas que na anterior!

Nas palavras do mestre Elmo Elton, o caminho, que partia do cais de São Francisco para a parte alta da Vila, palmilhado pelos holandeses naquele avanço de conquista, recebeu, do povo, o nome de rua do Fogo. Denominação que persistiu durante mais de séculos, até 1872, quando a artéria passou a chamar-se Caramuru.

Ressalte-se que a mesma, então íngreme, escorregadia e estreita, com calçamento pé-de-moleque, era também conhecida, pela irreverência dos capixabas, como ladeira do Quebra-bunda.

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